domingo, 19 de abril de 2015

Vida destruída por um agressor

Amanda Bueno, 32 anos, ex-dançarina de funk da Gaiola das Popozudas e da Jaula das Gostozudas, foi agredida e baleada por seu noivo. O assassinato ocorreu na casa do casal, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no fim da tarde desta quinta-feira (16) após discussão do casal.  Um vídeo da câmera de segurança flagrou a barbaridade.

As imagens fortes foram registradas por câmeras de segurança instaladas há poucos dias na casa onde eles moravam. Nas cenas, a jovem aparece sendo jogada no chão pelo noivo;  não contente, ele bate com a cabeça de Amanda várias vezes no chão. Em seguida, o assassino aparece com uma arma e atira contra a vítima.

Amanda foi uma de muitas mulheres vítimas de violência doméstica no mundo. Porém, infelizmente, a dançarina teve um fim trágico de forma muito violenta. Mulheres agredidas por machismo, mulheres violentadas sexualmente, mulheres mortas por aqueles que dizem amá-las, mulheres que têm suas vidas corrompidas por agressores, mulheres discriminadas. 

Segundo dados do Mapa da Violência de 2012, o Brasil ocupa a vergonhosa posição de 7º lugar entre os países que possuem o maior número de mulheres mortas, num universo de 84 países. No país, a cada 5 minutos uma mulher é agredida, e em quase 70% das ocorrências o autor das agressões é o namorado, o marido ou o ex-marido.

                              

Amanda tinha ficado noiva 4 dias antes do crime. Seu noivo, conhecido com Miltinho, confessou o assassinato, que teria sido motivado por ciúmes. Em depoimento, segundo o advogado Hugo Assumpção, ele disse que teve um "surto" e que está arrependido.
                           
Noivo e agressor de Amanda.
Pouco depois do homicídio, Miltinho foi preso ao capotar durante fuga da polícia, com um carro roubado, na porta de casa. O assalto também foi registrado pelas câmeras. A polícia encontrou pelo menos quatro armas dentro do veículo.

A polícia agora vai investigar a ligação de Milton com milícias da região. "Uma pessoa que controla tantas linhas de vans, tem tantas armas sem registro em casa e um esquema de segurança tão grande envolvendo a sua casa será investigado para sabermos se está relacionado com outros crimes", informou o delegado Fábio Cardoso.

A cantora Valesca Popozuda lamentou a morte de Amanda Bueno em uma mensagem em sua rede social. Elas trabalharam juntas durante um período no grupo Gaiola das Popozudas.                 
                         

"Meus pêsames a toda Família da ‪#‎AmandaBueno. Uma moça que teve seus sonhos interrompidos deixando amigos e família órfãs de seu sorriso e sua presença, Amanda assim como muitas mulheres no mundo foi vítima de violência doméstica, existem donas de casas, advogadas, médicas que sofrem da mesma violência que Amanda sofreu, infelizmente o fim dela foi triste e de uma forma violenta e trágica. Fica meu respeito pela pessoa da Amanda , ficam as lembranças dos shows, as risadas nas viagens e a lembrança da Garra que ela tinha em querer um futuro melhor para sua Filha e sua mãe. Peço a Deus que dê o descanso merecido para Amanda e o conforto necessário para toda sua família".

De acordo com o delegado Fábio Cardoso, da Divisão de Homicídios da Baixada, Milton foi indiciado por roubo majorado com emprego de arma de fogo, porte ilegal de arma e homicídio triplamente qualificado, agravado por motivo fútil e ausência de chance da vítima. Segundo Cardoso, a tipificação foi baseada no novo crime de feminicídio. Se condenado, a pena pode chegar a 67 anos de prisão.

Este criminoso deve cumprir os 67 anos na cadeia. A justiça deve ser feita, os agressores precisam ver as consequências de seus atos. As mulheres que são vítimas querem se sentir seguras após a denúncia. Mulheres têm direitos, mulheres têm lei.

Lei Maria da Penha - denuncie: 180

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