quinta-feira, 28 de maio de 2015

Violação de direitos da criança - Caso MC Pedrinho


Funk, é a realidade das comunidades transformada em música. Contudo, vídeos e músicas realizados por crianças está gerando revolta e questionamentos nas redes sociais.
        
Assim como a história da 
MC Melody, uma funkeira de apenas 8 anos gerou repercussão e polêmica, um outro artista mirim está causando questionamentos, MC Pedrinho. Com apenas 13 anos, MC Pedrinho canta músicas com letras não adequadas para a idade e teve mais de 2 milhões de visualizações no YouTube, em seu clipe mais conhecido ‘’ Dom Dom Dom Dom’’.

A partir disso, a Promotoria de Justiça de Santana, em SP obteve liminar do juízo da Infância e da Juventude que proíbe o cantor de fazer show em todo o país, sob pena de multa de R$50.000 por apresentação.

A Vara da Infância também decidiu que todo o conteúdo relacionado ao cantor mirim deve ser retirado das redes sociais. O perfil oficial de MC Pedrinho foi retirado do ar, o mesmo aconteceu com seus vídeos no YouTube.



Segundo o Ministério Público, os shows de MC Pedrinho ‘’ violam a Constituição Federal, o Estatuto da Criança e do Adolescente e a Convenção da ONU sobre os direitos da criança, notadamente pelo conteúdo das canções que interpreta, com alto teor de erotismo, pornografia, e palavras baixo calão, incompatíveis com a condição peculiar de pessoa em desenvolvimento ’’ informou.   


Em entrevista a uma emissora, o empresário de Pedrinho contou que,‘’Pedrinho sustenta a família. Ele vive com a mãe (ex-empregada doméstica e “solteira”, destaca Love) e três irmãos (mais velhos que Pedrinho, mas tudo menor de idade, ninguém trabalha). Quando a gente se conheceu, ele morava numa garagem. Aí, agora comprou o apartamento onde mora faz uns dois meses", relatou o empresário.                




O Ministério Público também intimará todas as empresas que mantêm vínculos publicitários com vídeos, áudios e músicas de MC Pedrinho. Estas empresas terão que prestar esclarecimentos para explicar por que associaram sua marca a materiais de ‘’ caráter pornográfico’’ envolvendo o adolescente. 











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