quarta-feira, 17 de junho de 2015

Intolerância Religiosa

A falta de respeito entre cor, raças e religiões é algo que ainda ocorre. Mesmo após leis estabelecerem direitos a todos, religiões como; candomblé e umbanda, ainda sofrem com o desrespeito e a intolerância. A religião difundida por escravos, carregada por uma rica história, hoje é alvo de exclusão e afronta.
                                               
                                                  

Infelizmente neste caso, o alvo de intolerância religiosa foi uma menina de apenas 11 anos que foi apedrejada na cabeça. A menina saia do culto de candomblé, na Vila da Penha/ RJ, junto com um grupo que utilizavam roupas brancas, quando um dos agressores a atingiram, neste domingo (14). A jovem desmaiou e perdeu a memória momentaneamente.
                       
                             

Segundo a avó, que é mãe de santo, todos estavam voltando para casa, na Vila da Penha, quando dois homens começaram a insultar o grupo. Um deles jogou uma pedra, que bateu num poste e depois atingiu a menina. A avó ainda relatou que “o que chamou a atenção foi que eles começaram a levantar a Bíblia e a chamar todo mundo de ‘diabo’, ‘vai para o inferno’, ‘Jesus está voltando’", afirmou a avó da menina, Káthia Marinho

                                     
                                     

Os agressores fugiram. O caso foi registrado na 38° Delegacia de Polícia, em Irajá, RJ, como lesão corporal e intolerância religiosa, pelo artigo 20 da Lei 7.716, que prevê multa e punição com prisão de dois a cinco anos para a prática, indução ou incitação da discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. A polícia busca imagens das câmeras de segurança do veículo para tentar identificar os dois homens.

Em entrevista a menina desabafou ‘’ só quero respeito’’, disse. A avó da criança lançou uma campanha na internet e tirou fotos segurando um cartaz com a frase: “Eu visto branco, branco da paz. Sou do candomblé, e você?”. A campanha repercutiu na internet por pessoas que defendem a liberdade religiosa. 




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