quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Jovem é condenado à decapitação na Arábia Saudita

Ali Mohammed al-Nimr é um jovem de 21 anos que deve morrer de forma brutal na Arábia Saudita. O rapaz tinha 17 anos quando se envolveu nos protestos da Arábia Saudita, onde promovia a luta por direitos, que fizeram parte do movimento que ficou conhecido como Primavera Árabe e que tomou conta do norte da África e do Oriente Médio em 2011.


Ali Mohammed al-Nimr está preso desde fevereiro de 2012, quando se opôs ao regime saudita e participou de um protesto contra o governo, sendo condenado à morte em maio. Segundo a BBC, sua pena será a de decapitação seguida da exposição de seu corpo em praça pública numa espécie de crucificação.
Essa história envolve muitas polêmicas, e um deles é o fato de a Arábia Saudita ser, na ONU, quem agora comanda o comitê que supervisiona nomeações de relatores especiais ou peritos independentes, e que proíbe a aplicação de penas capitais por crimes cometidos por uma pessoa enquanto menor de 18 anos. Outro problema é que essas entidades têm indícios para crer que o jovem teria sido torturado e que não teve direito a um julgamento justo. Além disso, ele não teria sido acompanhado por um advogado durante os trâmites iniciais do caso.

A HRW (Human Rights Watch) obteve acesso aos autos do processo e alega ter detectado inúmeras falhas. Segunda ela, durante o julgamento, por exemplo, foi dito que al-Nimr teria confessado ter participado de marchas contra o Estado e cantado músicas de protesto. Teria ainda ameaçado policiais com coquetel molotov e dado cobertura para pessoas procuradas pelas autoridades. A acusação não comprovou se as ações resultaram em ferimentos aos policiais e o jovem negou todas as alegações

                                           

Segundo fontes ouvidas pela CNN, disseram que a prisão de Al-Nimr é uma vingança contra 
seu tio, Nimr al-Nimr. Clérigo conhecido por ser crítico do regime saudita, ele atuava na liderança dos protestos e está preso desde 2012. A França exige que o país suspenda a execução de Ali, e os Estados Unidos, a Alemanha e o Reino Unido também mantêm relações muito próximas com o regime. 
Organizações de direitos humanos e muitos países multiplicaram seus apelos pela revogação da pena de decapitação do rapaz. .Ativistas estão promovendo uma petição via internet  e pedindo para que Al- Nimr não seja decapitado. 





Nenhum comentário:

Postar um comentário