quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Crise nos hospitais públicos do Estado

Falta de pagamento aos funcionários, irregularidades, falta de medicamentos e materiais cirúrgicos. Esta é a imagem da saúde pública do Rio de Janeiro, ocasionados por falta de verbas. Mais uma consequência da crise.

Caos, é o que define o momento em que a saúde se encontra. Pacientes desesperados por não conseguirem atendimentos, funcionários indignados com as péssimas condições no ambiente de trabalho e pela falta de pagamento. 

                           

Por conta da crise do estado, o Hospital da Mulher, em São João de Meriti, fechou as portas da emergência e hoje (24/12) retornou. Agora mais um hospital da Baixada Fluminense, o Hospital Adão Pereira Nunes (Sacuruna), em Duque de Caxias. Em entrevista com jornal Extra, funcionários que não quiseram se identificar, a situação chegou a este ponto devido a falta de insumos e até de medicamentos. 
Pacientes que procuraram atendimento tiveram que voltar para casa ou procurar outra unidade

 Hospital Getúlio Vargas está em estado crítico; leitos fechados, enfermarias vazias, cadeados nas portas e andares inteiros sem ninguém. Pacientes encontraram cartazes dizendo que o hospital só atenderia pessoas que estivessem correndo risco de morrer.


O Foca na Notícia entrevistou familiares de uma criança que passaram por momentos de angústia no Hospital Adão Pereira Nunes. Na segunda - feira, seu filho Kaio de apenas 7 anos foi atropelado, logo a família foi buscar atendimento no hospital. A criança foi atendida e medicada ao chegar, porém a situação mudou. Segundo os familiares não tinha cirurgião e ortopedista para tratar. Kaio só fez a cirurgia na sexta- feira. 



É previsto na constituição o direito à saúde e à vida, porém esse direito não é encontrado por moradores do RJ. 

                                              

Nesta quarta - feira (24) o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, afirmou que as Organizações Sociais de Saúde (OSS) começaram já hoje a pagar médicos e enfermeiros da rede estadual. Ele ainda contou que espera que os pagamentos sejam normalizados até a próxima semana.

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