segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Marco na história da Arábia Saudita

Pela primeira vez, mulheres votam e são eleitas na Arábia Saudita. O feito histórico aconteceu neste fim de semana. Mulheres restritas a tantos direitos em um país tão rígido, mulheres submetidas aos homens. Mulheres que lutam, sofrem com restrição, e agora elas marcam a história.                          
                           

A Arábia Saudita era o último país no mundo a negar às mulheres o direito de votos. 
Algumas mulheres afirmaram que o registro de eleitoras foi complicado em razão dos obstáculos burocráticos, da falta de informação e porque as mulheres são proibidas de dirigir, o que dificulta a locomoção. 

O país é governado por uma versão rígida do Islã, é um dos países mais restritivos do mundo para as 
mulheres, que não têm direito de dirigir e precisam da aprovação de um homem para o trabalho ou viagens.
Aya Batrawy / AP
Segundo a agência de notícias France Presse, nas eleições de sábado (12) ao menos 20 mulheres foram eleitas para cargos públicos após ganharem assentos nos conselhos municipais. Mesmo sendo pequena porcentagem, as mulheres tiveram uma grande conquista. No sábado, os eleitores escolheram entre 6 mil homens e 900 mulheres, autorizadas a concorrer pela primeira vez, de acordo com a AFP. 
A primeira vitoriosa foi Salma Al Oteibi Hizab Bent, que ganhou um assento no Conselho Municipal Madrakah, cidade na região de Meca, o primeiro lugar sagrado do Islã , disse o presidente da Comissão Eleitoral, Osama Al Bar, ao relatar os primeiros resultados do pleito municipal. Ela era apontada pelos sauditas como símbolo de aprovação da participação feminina no pleito.
  
                                                   Dina Fouad/AFP
A segunda vencedora foi Hanouf bint Mufreh bin Ayad al-Hazimi, que ganhou um assento em al-Jawf, no norte da Arábia Saudita.
As outras vitoriosas são : Lama Bint Abdulaziz al-Sulaiman, Rasha Hafza, Sana Abdulatif Abdulwahab al-Hamam e Massoumeh al-Reda foram eleitas em Jidá, segunda maior cidade do reino. Ao Norte, Hanouf bint Mufreh bin Ayad al-Hazimi conquistou uma cadeira em al-Jawf, e Mina Salman Saeed al-Omairi e Fadhila Afnan Muslim al-Attawi foram eleitas em províncias na fronteira.
Khadra al-Mubarak foi eleita em Qatif; e em Jazan, Aisha bint Hamoud Ali Bakri foi escolhida. Na província de al-Ahsa, duas mulheres foram eleitas, mas não tiveram seus nomes divulgados imediatamente, o mesmo aconteceu em Qassim, cidade localizada na região mais conservadora do país. Outra candidata venceu em al-Babtain.


                        

De acordo com a ONG, “as autoridades sauditas devem encerrar todas as restrições discriminatórias para o exercício das mulheres ao direito de participação política e acabar com toda discriminação contra as mulheres na lei e na prática, incluindo a abolição do sistema de guarda masculino e políticas de segregação sexual”, afirmou a ONG.


















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