quarta-feira, 25 de maio de 2016

Retrocesso Social - Polícia investiga vídeo que exibe sessão de estupro coletivo

Atualização 06/06/2016 às 13:39

Vídeo no celular de Raí mostra que jovem implorou para não ser estuprada. A jovem teria sido estuprada duas vezes, e na segunda foi humilhada com xingamentos pelos criminosos. 



A vítima foi estuprada às 7h de sábado, após sair de baile funk, e no domingo, às 19h. Além do vídeo que já havia sido publicado, uma outra gravação feita mostra as cenas e os objetos sendo introduzidos nas partes íntimas da menina desacordada.

O aparelho, que o Raí dizia ter jogado fora, estava guardado na casa de um amigo, em Madureira. 
Raí e Raphael Assis Duarte Belo, de 41, continuam presos.  Moisés Camilo de Lucena, conhecido como Canário, e Jefinho estão foragidos. 


Segundo informações,traficantes teriam obrigado moradores a participar de manifestações contra a jovem estuprada. 

Lucas Perdomo, de 20 anos,treinou no Boavista nesta segunda-feira, após passar o fim de semana em casa. Ele treinou durante a manhã. Lucas chegou ao centro de treinamento, em Nova Iguaçu. 


Imagem retirada do jornal Extra


Atualização 01/06/2016 às 17:38
 Raphael de Assis Duarte Belo, de 41 anos, se entregou à Polícia Civil na manhã desta quarta-feira (1º). O Raphael aparece em uma foto fazendo selfie com a jovem desacordada na cama.
Continuam foragidos Marcelo Miranda Correa, suspeito de divulgar as imagens, Sérgio Luiz da Silva Júnior, o "Da Rússia", apontado como chefe do tráfico no Morro do Barão, e Michel Brasil da Silva, também suspeito de divulgar o vídeo. Um sétimo suspeito foragido não teve a identidade divulgada.


Atualização 27/05/2016 às 13:02

 

A Polícia Civil já identificou quatros suspeitos de participarem do estupro coletivo. Segundo informações, Marcelo Miranda da Cruz Correa, de 18 anos, e Michel Brazil da Silva, de 20 anos, são os suspeitos de divulgar o vídeo no Twitter. E Lucas Perdomo, de 20 anos, era o namorado da vítima e teria participação direta no crime.
Lucas e Raphael (imagem de divulgação)

O outro homem, é Raphael Belo, 41 anos. Ele tirou foto com a vítima desacordada. Raphael trabalhou como operador de câmera da Globo. 
A jovem vítima, agradeceu o apoio nas redes sociais e desabafou. 

Na segunda-feira, a subsecretária de Direitos Humanos do Rio, Andrea Sepulveda, informou que a jovem vai deixar o Estado do Rio. A decisão aconteceu após a pasta detectar "ameaça gravíssima".  A adolescente já conta com apoio psicológico.

 

Atualização 26/05/2016 às 15:21

A jovem de 16 anos, vítima de estupro coletivo no
Morro São João, em Praça Seca, foi encontrada e hospitalizada. Ela foi ao ginecologista do Hospital Maternidade Maria Amélia, que é anexo ao Souza Aguiar, para fazer exames. A vítima passou a madrugada no Instituto Médico Legal e já foi ouvida na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), que investiga o caso.

 

 A polícia já identificou três dos criminosos, que terão as prisões preventivas pedidas. O Ministério Público informou que está acompanhando o caso e que já recebeu 800 denúncias, pela ouvidoria.

Em entrevista, a menina disse que foi dormir na casa do namorado, na última sexta-feira, e só acordou no domingo.
''Quando acordei tinham 33 caras em cima de mim. Só quero ir para casa'', disse a vítima.



25/05/2016

Nesta quarta- feira (25), um vídeo postado no Twitter repercutiu nas redes sociais. O vídeo, mostra uma jovem nua e desacordada após uma sessão de estupro. O perfil do criminoso foi excluído.

O criminoso, ainda disse no vídeo '' 
Essa aqui, mais de 30 engravidou. Entendeu ou não entendeu? Olha como que tá (sic). Sangrando. Olha onde o trem passou. Onde o trem bala passou de marreta'' disse um dos homens.O titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI), Alessandro Thiers, confirmou a informação. O caso aconteceu na cidade do Rio. 
 
                       
                                       


Após repercussão, internautas julgaram e repudiaram a jovem vítima. A roupa não determina se uma mulher merece ser violentada ou não. Nos questionamos este retrocesso social. Até quando as mulheres sofrerão abusos e serão culpadas?Até quando este desrespeito irá continuar? Até quando nós mulheres nos sentiremos inseguras ao andar nas ruas?   O problema certamente não é só dos criminosos, o problema se encontra principalmente na sociedade.




Sociedade a qual deveria repudiar e lutar contra estes problemas, grita a favor da ação. Essa jovem possui direitos, infelizmente ela não foi a única vítima de abusos sexuais. As leis precisam ser efetivadas. A sociedade precisa acordar!


                                                      

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